A evolução tecnológica acelerada e a relevância cada vez maior das companhias tecnológicas “unicórnios” alimentam o otimismo de longo prazo de Masayoshi Son, CEO do Softbank. Ele falou ao Fórum Econômico Mundial em Davos nesta sexta-feira, 29 de janeiro, mencionando que hoje o valuation dos unicórnios chega a US$ 510 bilhões, na sua avaliação.

“A tragédia é uma tragédia. É uma situação desastrosa. Mas em termos de tecnologia, está evoluindo mais rápido”, afirmou ao ser questionado sobre sua visão sobre a pandemia por Lawrence Fink, CEO da BlackRock, mestre de cerimônias do painel. Um exemplo, para Masayoshi Son, é a própria disseminação da videoconferência, por meio da qual o painel foi realizado.

“Parte disso não é apenas uma interrupção”, disse Fink. “Alguns deles são milagres. Não poderíamos dizer que estamos tão conectados como estamos hoje há apenas seis anos”, completou. “Acho que uma mudança drástica acontecerá na forma como vivemos, como nos deslocamos, como interagimos”, avaliou Masayoshi Son.

Ao mencionar o valuation somado de US$ 510 bilhões dos unicórnios, empresas com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, o CEO do Softbank lembra que metade deles estão nos Estados Unidos e dois terços da metade restante na China. O Japão, pátria mãe do Softbank, tem apenas um unicórnio.

Sobre o impacto das tecnologias nas pessoas, Masayoshi Son afirmou que “as pessoas têm que se adaptar. A revolução tecnológica não pode ser interrompida ou desacelerada. Isso está acontecendo de qualquer maneira. Não podemos pará-lo. Temos que nos educar, temos que aprender”.

Em relação ao desafio de financiar projetos de zero carbono, Lawrence Fink estimou que a demanda global por capital desses projetos está em US$ 40 trilhões. Son afirmou que investimentos nesses projetos estão entre as prioridades do Softbank, especialmente em energia solar.

Ao final, questionado se a inteligência artificial é boa ou ruim para a humanidade, Masayoshi Son não titubeou: “Definitivamente bom para a humanidade. Está ajudando a vida das pessoas. Não há mais acidentes de trânsito. A inteligência artificial está ajudando as pessoas a se conectarem. Até mesmo o clima global a inteligência artificial está ajudando. Contanto que usemos o poder da inteligência artificial para o bem da humanidade, então é bom para a humanidade”.

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Crédito da foto: World Economic Forum/Pascal Bitz

Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.