O Uber anunciou os seus resultados do primeiro trimestre de 2020. O valor transacionado total cresceu 8% no período, chegando a US$ 15,8 bilhões em todo o mundo. Contudo, este resultado foi impulsionado pelo Uber Eats, que cresceu 52% e transacionou US$ 4,7 bilhões. O transporte de passageiros, por sua vez, caiu 5% e fechou em US$ 10,9 bilhões.

“Enquanto o nosso negócio de transporte de passageiros foi atingido com mais força pela pandemia que estamos atravessando, rapidamente tomamos medidas para preservar o nosso balanço, focando os recursos adicionais no Uber Eats e nos preparando para qualquer cenário de recuperação”, declarou o CEO da empresa, Dara Khosrowshahi.

O EBITDA da empresa melhorou US$ 3 milhões neste trimestre sobre o último trimestre de 2019, mas ainda fechou em US$ 612 milhões negativos. Apesar de a operação de passageiros ter reduzido o seu valor transacionado, o seu EBITDA cresceu 203%, e atingiu US$ 581 milhões, permanecendo como a único operação rentável da empresa.

Na última terça-feira (5 de maio) o Uber havia anunciado a demissão de 3,7 mil pessoas em todo o mundo, e informou que o CEO ficará sem salário até o final do ano. Na última quarta-feira (6 de maio) a empresa anunciou o encerramento do Uber Eats em sete países: República Tcheca, Egito, Honduras, Romênia, Arábia Saudita, Uruguai e Ucrânia. Nos Emirados Árabes, a operação foi transferida para uma subsidiária local. A empresa também anunciou nesta quinta-feira a fusão de sua operação de patinetes elétricos com a Lime. Os desligamentos aconteceram no mesmo dia que no AirBnB.

Na América Latina a receita do Uber cresceu 10%, e chegou a US$ 497 milhões. Foi o menor desempenho regional da empresa, abaixo dos Estados Unidos e Canadá (13%), Ásia Pácifico (32%) e Europa, Oriente Médio e África (EMEA, 13%).

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Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.