A fintech de operações cross border Transferwise anunciou nesta segunda-feira, 22 de fevereiro, o seu rebranding para Wise. No mesmo comunicado, assinado pelo fundador Kristo Käärmann, a empresa informou que está ampliando seu escopo de atuação para além das transferências internacionais.

De acordo com a imprensa internacional, a fintech contratou o Goldman Sachs e o Morgan Stanley para realizar o seu IPO, que deve ser realizado no mercado de capitais de Londres. A expectativa do mercado europeu é que o valuation da empresa supere os atuais US$ 5 bilhões.

O comunicado de Käärman afirma que “somos uma comunidade de 10 milhões de pessoas e empresas que gerenciam seu dinheiro ao redor de todo o mundo”. O comunicado detalha os serviços atuais da plataforma: transferências, conta internacional com cartão de débito e infraestrutura de pagamentos internacionais para empresas e 12 bancos.

A proposta agora é ampliar o alcance da conta internacional, que já oferece “cartão de débito para gastar em qualquer moeda, dados de conta para receber e guardar seu dinheiro de forma segura em 30 países diferentes, débitos automáticos em várias moedas” e outros recursos, segundo Käärman.

Em um primeiro momento, haverá apenas a mudança de nome, de Transferwise para Wise ou “Wise para Empresas”.

No Brasil, serviço da Transferwise está parcialmente interrompido

No Brasil, a Transferwise interrompeu o seu serviço de transferências por conta de mudanças no MSBank, o banco parceiro da fintech no Brasil. Como a fintech operava como correspondente cambial, precisava ter um banco de câmbio parceiro.

O MSBank interrompeu a operação com a Transferwise em 18 de fevereiro e anunciou a criação do seu próprio serviço de transferências internacionais, o Cloudbreak. A paralisação do serviço, contudo, deve ser temporária, já que a fintech conseguiu em 2020 autorização para se operar como corretora cambial no Brasil, o que dispensa a parceria com um banco de câmbio.

O mercado brasileiro está passando por transformações regulatórias, como a discussão sobre a nova lei cambial no Congresso e a consulta pública sobre mudanças regulatórias no Banco Central.

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Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.