A Linx comunicou ao mercado que a Stone deverá emitir BDR (Brazilian Depositary Recepts) na bolsa brasileira. Esses BDRs serão oferecidos aos acionistas da Linx em troca de suas ações, caso a aquisição seja aprovada.

Trata-se de uma das primeiras emissões de BDR no Brasil realizada após a mudança das regras pela CVM em agosto. Antes empresas com operação ou receita no Brasil mas capital aberto no exterior, como a própria Stone, a XP e a PagSeguro, não podiam emitir BDR na bolsa brasileira.

A troca de ações da Linx pelas da Stone era um dos pontos previstos nos termos do acordo entre as empresas, anunciado em agosto e aditado neste mês, mas ainda não esclarecidos sobre como seria feito. Outra solução possível seria a mera conversão das ações da Linx no Brasil em ações da Stone.

Outra mudança na regra que viabiliza a troca das ações por BDR é a permissão para que investidores não qualificados possam adquirir os títulos, o que não era possível pelas regras anteriores.

Linx se diz surpresa com comunicado da TOTVS

Em outro comunicado ao mercado, os conselheiros independentes da Linx se manifestaram surpresos com a comunicação da TOTVS na última terça-feira. A empresa havia declarado que os conselheiros se recusaram a assinar o protocolo que, entre outras coisas, prorrogava a oferta.

O comunicado, assinado pelos conselheiros Roger de Barbosa Ingold e João Cox Neto, afirma que o relato “não é procedente”, e que continuam firmes no propósito de “avaliar a proposta esboçada preliminarmente pela Totvs em 14 de agosto de 2020, e consubstanciada em minuta de protocolo de incorporação em 4 de setembro”.

O comunicado afirma, contudo, que os conselheiros se recusaram a assinar um termo de confidencialidade com a TOTVS e a estipular mecanismo de proteção à companhia caso a proposta não seja aprovada.

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Crédito da foto: Image by Csaba Nagy from Pixabay

Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.