A Privalia, outlet online de moda, protocolou na CVM o seu pedido de registro de companhia aberta, para abrir o seu capital na bolsa brasileira. A operação é coordenada pelo BTG Pactual, com a participação do JP Morgan, Itaú BBA e Credit Suisse.

A Privalia é controlada pela Privalia Venta Directa SA, constituída em Barcelona, e pela Privalia Vendita Diretta SRL, constituída em Milão. A espanhola é a acionista majoritária, com 98,25% das ações da companhia no Brasil. Haverá tanto oferta primária quanto secundária de ações. Desde 2016 as empresas são controladas pela francesa Veepee.

O ano de 2020 foi bastante favorável à Privalia, que cresceu 14,2% em número de clientes registrados e 24,9% em receita líquida. Esta fechou em R$ 926 milhões no ano. O EBITDA ficou em R$ 58 milhões, com margem EBITDA de 6,31%.

Ela se apresenta como “uma plataforma de comércio eletrônico focada em flash sales, um modelo baseado em um ecossistema que conecta marcas renomadas a consumidores engajados, através de descontos e de uma experiência de compra única”, como afirma o prospecto preliminar. A plataforma conecta, de um lado, 15,2 milhões de usuários e, de outro, 1,5 mil marcas parceiras.

Como oportunidade de crescimento, a empresa acredita que há duas frentes possíveis: a expansão do mercado de e-commerce no Brasil e a subpenetração do varejo offprice, que abarca os outlets. Para a empresa, a combinação dos modelos de e-commerce e offprice traz vantagens para a Privalia no mercado brasileiro.

O IPO da Privalia se une ao movimento de várias plataformas voltadas ao varejo digital rumo à B3. No ano passado, Enjoei e Méliuz começaram o movimento, seguidos neste ano por Mosaico e Mobly. Também com este perfil houve o IPO da Westwing, e estão na fila a Uni.co, dona da Imaginarium, e a Kalunga.

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Crédito da foto: Imagem de Caroline Hummels por Pixabay

Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.