Imagine você fazer compras, acessar conteúdo, pagar produtos e serviços, pedir carro, ouvir música, tudo em um único aplicativo? Este é o conceito dos super apps, aplicativos que funciona como uma plataforma para produtos e serviços muitos diferentes entre si.

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O conceito de super app surgiu a partir da avaliação do que se tornou a rede social chinesa WeChat. Nascida como um serviço de mensagens, similar ao WhatsApp, ela rapidamente passou a integrar outras funcionalidades, como pagamentos. Hoje na China pagamentos via WeChat são mais comuns que o cartão de plástico usado aqui.

No Brasil, aplicativos como Rappi, iFood, Uber e Mercado Livre estão engajados no esforço de se tornarem super apps. Em alguns deles já dá para fazer várias coisas que não eram nativas, como pagar comida no restaurante, fazer compras de supermercados ou desbloquear patinetes elétricos.

Falamos com Juan D’Antiochia, executivo da Worldpay from FIS para América Latina, sobre o fenômeno dos super apps no Brasil. A Worldpay from FIS é uma empresa de pagamentos, e está por trás da operação de alguns super apps que conhecemos aqui. Ele explicou sobre a tendência do usuário se concentrar em poucos aplicativos no celular. Falou ta,bém sobre a vantagem do empreendedor fazer negócios por meio do super app

Termino lembrando da vez que perguntei no ano passado aos meus alunos de pós graduação quantos funcionários eles achavam que o iFood tinha. Não entregadores, que são autônomos, funcionários. A resposta mais alta foi quinze. Segundo a revista Época, no período em que fiz a pergunta, o iFood tinha mil e novecentos funcionários.

É isso, o jogo está ficando grande.

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Crédito da foto: Image by FunkyFocus from Pixabay

Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.