A MediPreço, plataforma de gestão de saúde lançada em 2018, anunciou uma rodada de captação de investimentos de R$ 1,6 milhão. A rodada foi liderada pelo fundo Valutia Capital, acompanhado pela Bossa Nova Investimentos e Uruau Participações.

De acordo com Alexandre Máximo, CEO da MediPreço, a nova captação tem como finalidade principal a expansão da operação da companhia, que atualmente já conta com 20 organizações em seu portfólio. “Em janeiro de 2020, adaptamos o nosso negócio, antes voltado ao público final, para atender empresas com mais de 300 colaboradores. Já contamos com parceiros comerciais em cinco estados brasileiros e, agora, queremos ampliar nossa presença no mercado. O objetivo é alcançar mais de 150 clientes até o fim do ano, com grande foco na região Sudeste”, revela.

O aporte da startup veio em um momento de maior atenção para o setor de saúde, por conta da pandemia. “Neste momento, em que o mercado da saúde cresce de forma exponencial e que há um grande déficit para ser preenchido, fazer parte de um negócio com enorme potencial de crescimento, como a MediPreço, é determinante. Entendemos de negócios no modelo B2B2C e vamos apoiá-los nessa fase de expansão”, diz Kiko Lumack, fundador da Valutia Capital.

Com o aporte, a startup também pretende estruturar uma máquina de vendas e contratar novos colaboradores. “Como pretendemos ampliar o número de empresas parceiras, a maior parte das contratações será direcionada para reforçar nosso time de vendas, principalmente executivos comerciais e SDRs para o novo escritório em São Paulo. Até o final do ano pretendemos contar com 60 colaboradores no total”, explica Bruno Oliveira, COO da MediPreço.

Proposta da MediPreço é oferecer benefício de saúde diferenciado nas empresas

A MediPreço se propõe oferecer benefícios de saúde mais assertivos nas companhias. Com isso, os colaboradores das empresas parceiras conseguem comprar medicamentos e produtos de saúde com descontos diferenciados em relação ao varejo tradicional.

A experiência é 100% digital e a entrega dos produtos é realizada em um smart locker, sem taxa de delivery, localizado dentro da companhia ou, em alguns casos, no endereço do usuário. Todos os dados dessa jornada são anonimizados, armazenados e apresentados nas plataformas de Health Analytics, disponibilizadas aos profissionais de Recursos Humanos e de Saúde. Assim, é possível analisar tendências e ter uma visão holística do perfil epidemiológico dos funcionários.

Hoje a MediPreço conta com clientes como: Danone, Leroy Merlin, Laboratórios Sabin, Record TV/DF, Unimed/GO, entre outros.

“Nosso pacote para empresas visa evitar o aumento de custo das companhias com planos de saúde. Fazemos uma análise proativa com dados, para mitigar riscos e gerar ações para evitar doenças. Com isso, acabamos virando um braço consultivo de saúde para as empresas parceiras”, explica o CEO da MediPreço.

Em sua primeira versão, lançada em 2018, a MediPreço era um app gratuito voltado ao público final, para comparativo de preços de medicamentos em farmácias convencionais. Depois de 12 meses, a startup foi aprovada no processo de aceleração na ACE e, após diversas validações, foi criado o modelo Corporativo.

Atualmente, no campo corporativo, a MediPreço conta com 20 clientes, somando mais de 25 mil colaboradores elegíveis. Até o final do ano, a meta é alcançar 1 milhão de pessoas elegíveis.

“Para contratar a MediPreço, a companhia deve ter no mínimo 300 colaboradores e o processo de lançamento do serviço dentro da empresa é feito em parceria com o departamento de RH. Já nos primeiros seis meses, conseguimos trazer uma inteligência de dados para as empresas e, nesse tempo, cerca de 50% dos colaboradores tendem a aderir o benefício”, conclui Bruno, COO da MediPreço.

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Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.