O Magazine Luiza (Magalu) fechou o ano de 2020 com R$ 7,3 bilhões em caixa líquido, R$ 1 bilhão a mais que no final de 2019. Esta posição de caixa se deu mesmo com o movimento intenso de aquisições que a empresa realizou no ano passado, como as da Inloco Media e da ComSchool.

“Mais do que um ano de colheita, 2020 foi um período de semear nosso ecossistema digital”, declarou a mensagem da administração aos acionistas.

O Magalu trabalha com foco em quatro “vetores de crescimento”, baseados no ecossistema digital da empresa. São eles: novas categorias de varejo, como supermercados, retail tech, fintech e publicidade digital. “São mercados nos quais a companhia já fincou bandeiras e continuará a investir estrategicamente”, afirma o press release de resultados.

Neste sentido, a empresa aponta algumas iniciativas para fortalecer seu posicionamento em multicanal. “Em 2021, começaremos a transformar parte de nossos pontos físicos em espaços de exposição, venda, recebimento e entrega de várias categorias de produtos do marketplace”, afirma a mensagem da administração. A decisão está em linha com a reestruturação anunciada no final de 2020.

As vendas totais do Magalu cresceram 59,6% em 2020, e fecharam em R$ 43,5 bilhões. A receita bruta da empresa cresceu 48,2%, e fechou em R$ 36,1 bilhões. Decompondo por canal, o e-commerce total cresceu 130,7% no ano, enquanto as vendas em lojas físicas cresceram apenas 0,6% no ano.

O EBITDA no ano teve queda de 14%, e fechou 2020 em R$ 1,5 bilhão. O lucro líquido no ano caiu 57,5%, e fechou em R$ 391,7 milhões. No quarto trimestre, o lucro líquido cresceu 30,6%, e fechou em R$ 219,5 milhões.

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Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.