O equity crowdfunding, ou crowdfunding de investimento, movimentou R$ 84,4 milhões em 2020, de acordo com levantamento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Trata-se do maior patamar da história da modalidade, desde sua regulamentação em 2017.

O número de investidores subiu de 6.720 para 8.275, de 2019 para 2020. Apesar da alta, o número ainda ficou abaixo de 2018, quando 8.966 investidores aportaram por meio das plataformas digitais. No ano de início da pandemia no país, o número de ofertas lançadas cresceu de 81 para 106, e de ofertas fechadas com sucesso, de 60 para 74.

“Percebemos que, apesar da crise econômica decorrente do enfrentamento da pandemia, os números relacionados ao crowdfunding demonstram que o mecanismo não só continuou crescendo como foi um importante aliado dos emissores de pequeno porte para atravessar esse ano tão difícil”, analisou Antonio Berwanger, Superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM, em comunicado à imprensa.

Regras do equity crowdfunding estão em revisão

A Instrução 588 da CVM, que regula o equity crowdfunding no Brasil, está em processo de revisão. No ano passado foi aberta uma audiência pública para debater as mudanças. Entre os pontos em avaliação está a ampliação dos limites de investimento e de faturamento das empresas que captarem.

o número de plataformas chegou a 32 em 2020. O valor médio de captação por oferta também bateu recorde, chegando a R$ 1,14 milhão. O investimento médio por investidor passou de R$ 8.786,26 em 2019 para R$ 10.199,55 em 2020.

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Paulo Roberto Silva

Paulo Roberto Silva é jornalista e empreendedor. Graduado em Jornalismo pela ECA USP e mestre em Integração da América latina pelo PROLAM USP.